quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sementes da Aniquilação 3: A Ambição de Kundrav - Parte 1


A AMEAÇA DE NERAMETH RETORNA

Alguns dias se passam enquanto o grupo de aventureiros divagam sobre o futuro: a revelação de que o anão Khan Darrak era um luminar deixara alguns surpresos e eufóricos com a possibilidade de onde alguém com o poder da Centelha Divína poderia levá-los...

Foi durante sua refeição que a eladrin maga Sarya Quesaril, oriunda da Grande Floresta, e o draconato senhor da guerra Sckhar Shantallas da distante Kazanthar foram procurados por alguns guardas. A dupla é convidada à encontrarem alguém cujo nome provoca arrepios na eladrin: Abin Sucumvit, membro do culto profano dos Guardiões de Nerameth!

Com grande desconfiança quanto ao que levaria integrantes da guarda da cidade realizarem favores ao cultista preso em suas masmorras, Sarya segue junto de seu companheiro draconato até a prisão de Sucumvit e ambos veem o aparente conforto em que o guardião de nerameth esta encerrado.

Ele então revela o motivo do convite para tal conferência: o grupo deveria entregar o que lhe pertence, a orbe mágica "Semente da Aniquilação", tomada de Sucumvit pelo grupo de aventureiros quando este foi capturado e levado a justiça da cidade de Santuário. Em troca, o cultista prometeu não vingar-se e uma possível aliança que podería beneficiá-los muito.

A proposta é rejeitada. Sucumvit dá de ombros então e demonstra seu desontentamento com indiferença. O clima dentro da cela fica tenso, quando o cultista cansou-se da presença de Sarya e Sckhar, chamando os guardas para mandá-los embora. No entanto, acontece um alvoroço. Sarya usa magia para impedir ser expulsa a força e causa a prisão da dupla sob a força de vários guardas que os subjugam sem dificuldade, devido à vantagem numérica.

(continua)

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Partida de jogo rolada em 11.julho.2010.
Mestre de Masmorra: Michael Wevanne "Mike".
Jogadores: Felipe "Perna" Paiva (Sckhar Shantallas) e Raphael Oliveira (Sarya Quesaril).

sábado, 26 de dezembro de 2009

Sementes da Aniquilação - Apresentação & Introdução

Os Guardiões de Nerameth são um culto antigo e malígno. E qual não foi a surpresa dos homens justos quando Nerameth viria a se mostrar à face de Elária não mais como uma lenda, mas como a terrível Aniquilação?
Nos tempos atuais, mais de dois séculos após a salvação dos povos de Elária pelos deuses e a queda dos mesmos para que a Aniquilação fosse aprisionada, o sinistro culto a Nerameth continua suas preces profanas ocultos na cidade de Santuário, governada e liderada pelos luminares dos Principados Brilhantes.
Abin Sucumvit, um dos cultistas, viaja agora para a idílica Oníres, a Floresta do Outro Mundo, perseguindo ambições sinistras e desconhecidas.
Keyron Hatzel, da igreja de Gotheintor, o Cavaleiro de Diamante, contrata aventureiros para persegui-lo e prevenir algum mal para com a Grande Floresta, de acordo como o Juramento da Coroa de Lírios, no qual os servos do Cavaleiro de Diamente devem proteger Dethne, a Donzela dos Bosques Encantados e seu lar.
Kelis Beligranth, elfa luminar e membro do conselho de Santuário, deseja saber os intentos do cultista mais do que sua prisão. Distante dos assuntos da cidade a elfa guarda seus motivos apenas para sí mesma.
Um vilão a perseguir, uma estrada a tomar, um mistério a resolver... Assim começam todas as maiores aventuras do mundo!
E por que seria difenrente na aventura que se seguirá aos fatos aqui contados?
Bem vindos a Aldar e as Crônicas da Sétima Lua!
Cof, cof, cof! (Tirando um pouco de poeira acumulada! Hehe!)
Olá, roladores da dados multifacetados! Desculpem-me a ausência por demais prolongada neste blog, mas ela é fruto de uma atual fase "off line" pela qual estou passando.
E nada melhor para recomeçar meus relatos aleatórios do que o recomeço dos meus próprios jogos! Há uma cara de tempo sem jogar e finalmente volto a mestrar! (fazendo rima com o perdão dos bardos de exigência mais aguçada).
Segue então a introdução para a minha próxima aventura, que rolará no mundo de Crônicas da Sétima Lua da editora Conclave usando meus recém adquiridos livros de Dungeons & Dragons
Como sempre, espero que sirva para o entretenimento dos leitores ou para a inspiração de mestres em suas próprias aventuras.
Is it. Que Ninshardur os favoreçam!
-MWXS

domingo, 11 de outubro de 2009

Savage Worlds - Ficha em Pt BR

SEJA SELVAGEM!

Quem tem acompanhado minhas marés repentinas de “RPG preferido” já tem ouvido falar bastante do sistema Savage Worlds. Tenho lido algumas coisas dele e fico bastante empolgado com o sistema simples e ao mesmo tempo auto suficiente.

Já fiz algumas partidas usando-o e ainda preciso me familiarizar melhor com mecânica.

Como a maioria do material esta em inglês fica meio complicado ensinar outros jogadores que não tem fluência total em outro idioma (como eu). Complicado, mas não impossível.

De qualquer forma, fiz uma tradução livre da Ficha de Personagem para jogar usando a licença “Savage Worlds Fan!” da Pinnacle Entertainment, produtora do jogo.

Agora, deixo disponível para download a quem interessar possa.

Muitos “Ases” nos dados para vocês, “Cartas Selvagens”!

-MWXS

PS: Para baixar a ficha, clique no hiperlink "download" acima.

domingo, 4 de outubro de 2009

Conto: O Despertar de Edward Hartt

Na noite anterior, Edward Hartt saíra com seus amigos. Beberam algumas cervejas enquanto conversaram sobre futebol, garotas e cinema. E a vida se mostrou boa.

Na manhã que se seguiu aquele adorável bem estar, o mundo de Edward virou ao avesso e o inferno tomou a realidade num pesadelo sangrento.

Correu através da rua para salvar sua própria vida enquanto viu sua vizinhança tomada pelo caos: Pessoas corriam, gritavam, urravam e gemiam. Atacavam umas as outras para morder-se a arrancar pedaços razoáveis de sua carne... E nunca ficavam satisfeitas, e perseguiam-se mais ainda em desespero. Alguns eram perseguidores, outros fugitivos.

Enquanto cuidava de seus próprios assuntos, a preservação da própria vida, testemunhou o ataque a uma garota: viu suas vestes serem rasgadas e sua pele ser dilacerada por dentes e unhas de um grupo de pessoas que se amontoaram sobre ela.

Seu coração disparou tomado de culpa e vergonha por não conseguir deter sua corrida para ajudá-la. Sentiu náusea e ânsia de vômito. Autocontrole não era uma coisa possível de se conseguir naquele instante.

Catherine era sua vizinha. Amiga de infância e paixão secreta desde o inicio da puberdade.

Agora Catherine estava seminua, com as roupas aos farrapos e ensangüentada enquanto nacos de sua carne eram arrancados à mordidas por aquelas feras que em algum momento de suas vidas foram pessoas.

Eram feras mortas. Pois as que atacavam eram as que foram atacadas anteriormente. E as que morriam se levantavam para matar a pessoa sã mais próxima. Os Zumbis estavam soltos na Terra como no filme de horror mais real já realizado.

E Catherine fora morta. Assim como seus pais e irmã. E parte de Edward Hartt morreu com todos eles naquele dia fatídico.

No entanto, apesar de sua alma doer desde os fios de cabelo até os ossos, revirando cada órgão interno em furor enquanto viu cada um destes entes queridos serem assassinados, não teve opção alguma além da fuga.

Foi dominado pelo medo.

Chegou realmente a se perguntar se seria medo o que lhe acometera. A adrenalina que lhe tomou as ações movendo o sangue em suas veias seria mesmo simples fruto do medo?

Ou se tratou do mais puro instinto de sobrevivência?

Achou a resposta! Sobrevivência afinal era o que contava e era seu único objetivo restante: Tinha de sobreviver! Fugir e permanecer vivo!

Não se tratou de covardia e sim instinto!

Em meio ao caos daquele pesadelo desperto onde pessoas, vivas ou mortas, corriam para devorar ou serem devoradas, Edward encontrou uma garota próxima a um carro vermelho. Ela chorava e soluçava enquanto tentava acertar a chave para abrir o veículo.

“Ela se parece com Catherine” – Pensou.

Mas Edward tinha que sobreviver. Tinha que fugir e não havia mais tempo algum!

Empurrou a garota com violência e derrubou-a no chão. Tentou roubar-lhe as chaves, mas ela as segurava como se representassem tudo que sua vida dependia para se manter.

E dependia mesmo. Para Edward também.

Com seu outro punho acertou um soco no rosto da garota fazendo-a largar as chaves. Apanhou-as e rapidamente entrou no carro dando a partida logo em seguida.

Ele deixou a garota para trás, observou-a pelo retrovisor e viu que permanecera no chão. Chorando, soluçando e amaldiçoando Edward até que uma das criaturas virou-se para agarrá-la fazendo-a berrar um grito agudo e interrompido pela dor da primeira mordida em seu pescoço.

Curiosamente, Edward despediu-se secretamente de Catherine mais uma vez.

Enquanto dirigia insanamente pela rua abarrotada de gente correndo, atropelou várias pessoas. Não tinha como saber se estavam realmente vivas.

Entendendo-se por “vivas” antes da colisão com o carro em alta velocidade enquanto corriam em frenesi pela rua. Depois do choque, não fazia qualquer diferença. Pessoas mortas eram uma constante em progressão geométrica.

Parte de Edward Hartt também morreu naquele dia, mas não como toda aquela gente.

Por que Edward Hartt prometera a si mesmo que iria sobreviver.

E de fato, sobreviveu para morrer por completo num outro dia...

- MWXS (Terra Devastada)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Novo lay-out no Crônicas Aleatórias!

Faz um tempinho que eu estava querendo melhorar um pouco o visual disto aqui... Afinal, deixou se ser apenas um lugar apenas onde eu ponho o material de jogo da Mesa Aleatória.
Então, voilà!
Espero que os leitores aleatórios apreciem.
Até!
-MWXS

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A Cidade dos Vampiros: Bolton Fields

"A Cidade dos Vampiros" é a mais nova mini-campanha que está rolando na meu grupo de jogo, que se chama "Mesa Aleatória".
A aventura será no Mundo das Trevas de "Vampiro, A Máscara". Mais especificadamente, usando o suplemento "Os Caçadores Caçados", e tratará de uma cidade aparentemente normal aos olhos dos residentes e que, como de praxe, esconde mais do que mostra.
Caberá aos PCs a tarefa de conhecer e descobrir o que existe por trás dos becos sujos, alta sociedade e tablóides da cidade de Bolton Fields.
O que me cativa é a possibilidade que sempre gosto de explorar quando desenvolvo aventuras que é a construção de cenário em sí. Dando nomes aos lugares, pessoas e acontecimentos que lá ocorrem, assim como as sensações que eles despertam. Tornando, enfim, Bolton Fields mais fácil de imaginar... Mais acreditável.
Segue a apresentação da cidade, como fonte de idéias para pano de fundo a ser usado por mestres e jogadores criarem aventuras, personagens e situações em seus próprios grupos de jogo, ou ao menos ajudá-los a fazer isto.
Bom apetite!
BOLTON FIELDS
Bolton Fields é uma cidade de médio porte, de função basicamente industrial principalmente na área siderurgica. Os dias são agitados e as noites são igualmente dinâmicas, embora ambos aparentem que algo está acontecendo sem que as pessoas saibam. Dá para sentir um frio na espinha ao sair de casa... Mas não determinar exatamente o que está errado.
Isso reflete no espírito da pessoas: Para os jovens, as ruas se tornam fonte de adrenalina e emoção, a incerteza é prazer. Para os mais maduros, o mundo se torna um lugar onde se pode fazer coisas as escondidas... A incerteza é cúmplice das próprias fraquezas.
As pessoas são trabalhadoras, não importando sua classe social. Desde os mais poderosos industriais e empresarios até os simples repórteres dos dois pequenos tablóides que circulam na cidade. Seus bairros são pequenos universos cheios de vida à sua maneira... É como se fossem cada um, um sistema à parte, regído sobre às próprias regras de quem os habita: Seja no pequeno bairro comercial de Spencer Falls, às margens do Rio Spencer até bairro industrial Banducci e suas fábricas funcionando a todo vapor enquanto o sol brilha, e fervilhando em violência quando ele se põe.
Não esqueçamos do brilho de Winter House, bairro onde os principais negócios de Bolton Fields são fechados... Onde a elite se esbalda em luxo e intriga.
Para os que acabaram de chegar, benvindos a "Blood Town Fields"!
Escrevi errado? Talvez. Ou será que não?
-MICHAEL WEVANNE "MIKE MWXS"

domingo, 17 de maio de 2009

Entre Álcool, Suor e Cinzas (conto)

MIKE WEVANNE
Dou uma tragada forte no cigarro e sinto a fumaça deslizar docemente para meus pulmões... Olho em volta e percebo a mulher sensual sentada no bar. Estamos no bar Last Chance Jazz & Blues e esse não é exatamente um lugar para encontrar mulheres de boa família, mas tudo bem. Não sou exatamente o tipo de cara que procura companhia assim.
Ela usa vestido e batom vermelhos, sua linda pele morena exala algo indefinido, uma confusão ímpar entre paixão e luxúria. Seu olhar: dois punhais prontos para serem lançados sobre a primeira vítima noturna. Nesta noite alguém esta vestida para matar.
Aquelas gemas de tons castanhos logo encontram seu alvo e ela percebe que tinha despertado o meu interesse, o sorriso que exibiu em seguida expressou sua personalidade desinibida. Eu não esperava outro tipo de reação.
E excitação do momento, somada a um gole de uísque, fazem meu sangue esquentar, embora a presença do gelo seja supérflua dada as circunstâncias... Eu levanto e caminho em direção ao bar. Quando me aproximo ela tenta disfarçar como se nada estivesse acontecendo e de fato, nada havia acontecido. Ainda.
Enquanto peço mais uma dose de uísque, dupla na verdade, apanho um cigarro e em seguida estendo o maço na direção dela. - "Aceita?" - Olho diretamente para os seus olhos e deixo a minha intenção bem clara - “Olá, meu nome é Jack” - Ela mantém a serenidade enquanto um pequeno sorriso escapa num dos cantos de seus lábios vermelhos - "Jack?" - Indaga num tom debochado. Eu devolvo o sorriso.
"Meu pai lia muitas histórias... O velho dizia que Jack é nome de heroi" - Respondo ainda oferecendo o cigarro e tentando manter o jogo velado que já iniciara entre nós dois - "Sou Jack Cochrane e você é...".
Ela aceita o cigarro. - "Lisa. Meu nome é Lisa, Sr. Heroi. Mas lamento não ser alguém que ainda possa ser salva".
Ela aceita o cigarro. Aceita o uísque. Aceita ir ao meu apartamento.
Durante aquela noite, entre lençóis suados, garrafas vazias e pontas de cigarros apagados, dois desconhecidos encontraram uma chama de prazer numa cidade escura, fria e violenta.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Conto - A Barca de Caronte


O chumbo voava no corredor do hospital enquanto a horda trôpega avançava mais e mais... Passando por cima de corpos que caiam alvejados, macas e cadeiras hospitalares que há muito foram deixadas espalhadas durante o início do fim de tudo. Já havia sangue espalhado pelas paredes e chão bem antes daquelas figuras chegarem lá.
Cada metro conquistado pelos mortos vivos significava que os momentos finais na vida de Álvaro Ramirez estavam chegando próximos, mas ele estava ali para lutar até o final... Ganhando tempo para a fuga da doutora Naomi e o resto da Equipe Caronte, um grupo de “badboys” que não tinham mais nada a perder, mas queriam ajudar da forma que podiam: “localizar e destruir”.
Seu fuzil cuspia o restante da munição decapitando e desmembrando: a carne dos zumbis era dilacerada, mas pouco sangue ainda era jorrado daquilo que antes eram pessoas como eu e você, já haviam morrido há tempos e o sangue de seus corpos já estava bastante coagulado adquirindo uma bizarra viscosidade. Não existia medo naquelas coisas, nem consciência ou qualquer sensação a não ser a fome – “Não podiam nem ser chamados de animais!" – pensou Álvaro.
Mas a turba avançava, embora as rajadas da arma de fogo os retardassem, não hesitavam, apenas estendiam os braços decrépitos e abriam as bocarras apodrecidas em busca da carne. A carne de Álvaro! Súbito, ao invés do barulho ensurdecedor de cartuchos explodindo ouviu-se sonoros “clicks-clicks”.
O jogo estava acabado.
Álvaro não tinha muito tempo para pensar, havia aprendido a agir sob reflexo há tempos: apenas pegou sua faca e arremessou no último zumbi que iria ter a oportunidade de abater. A faca foi cravada em cheio na testa do morto vivo, fazendo-o cair como se tivesse enfim percebido seu destino manifesto – “Está morto, c@&@%$#*!!!” – O sobrevivente olha para o lado, abre a primeira porta próxima antes de ser quase apanhado por mãos e dentes... E então fica tudo escuro. Ainda sob ato reflexo tateia rapidamente até encontrar a tranca da porta.
Entrara em uma pequena dispensa de materiais de limpeza, pelo que percebeu pelo cheiro e pelo tamanho diminuto ao qual agora ficara confinado, um pequeno cubículo de 1 metro quadrado. Os mortos continuavam batendo, arranhando com o resto de unhas que ainda possuíam, gemendo...
Aquilo era o beco sem saída – “A barca do Ceifeiro finalmente o conduziu a outra margem do rio” – como diziam em seu grupo sobre os membros que morriam: A Equipe Caronte são homens e mulheres que velejam na barca do inferno, e sabem que um dia sua viagem simplesmente chega ao fim.
Apenas sentou na escuridão. Põs sua cabeça entre os joelhos, e esperou... Não havia mais nada. A engenheira química quem vieram resgatar já estava a salvo, sua missão foi completada com sucesso. Entre o vazio e a algazarra insana do outro lado da porta: sempre a um instante de despedaçar a porta que o separava dos zumbis. Álvaro percebeu com o tempo que não era tão forte quanto imaginava...
A pressão da morte iminente já estava levando-o aos limites da sanidade. Era uma questão de escolha: morrer de inanição ou entregar-se aquelas coisas e virar mais um a andar entre os mortos. A segunda escolha não era uma opção. Em meio às sombras, pensou que beber o material de limpeza poderia condená-lo a agonizar durante horas ante de finalmente morrer.
E concluiu que talvez tenha se livrado de sua própria faca cedo demais...
-MWXS (Terra Devastada)
PS: Agradecimentos a John Bogéa pela ilustração.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Crônicas da Era Hiboriana: Arqueiros Bossonianos

Os arqueiros dos Passos Bossonianos são conhecidos em todo o mundo por sua competência com o arco e defesa quase inconquistável.

Os bossonianos são um povo de estatura e compleição medianas, com ombros largos e fortes, e olhos castanhos ou cinzentos. Seu sangue descende de uma antiga raça conquistada nas primeiras eras da expansão hiboriana, sendo absorvida por estas tribos antes mesmo da fundação da Aquilônia.

Devido a viverem numa faixa de terras onde ocorrem conflitos seculares contra os selvagens pictos ao oeste e os cimérios ao norte, os bossonianos adquiriram um forte, e por vezes áspero senso de honra, muitas vezes comum entre os soldados bossonianos. São resistentes, teimosos e desenvolveram uma linha de defesa quase inquebrável.

Este povo vive em grandes vilas muradas, vivendo principalmente da agricultura. São resistentes, teimosos e possuem uma forte linha de defesa. Os Passos Bossonianos fazem parte da Aquilônia, e seus habitantes são grandes aliados do reino, mas o casionalmente podem ser encontrados vendendo seus serviços como mercenários em várias partes do mundo.

Religiosamente, tal como os hiborianos, os bossonianos já foram adoradores do deus Bori, mas aderiram ao culto a Mitra há séculos.

Os nomes bossonianos são geralmente em estilo germânico acompanhados do nome do pai, mas frequentemente podem adotar os nomes aquilônios típicos (latino fragmentado).

GURPS 4TH LITE

TEMPLATE: ARQUEIRO BOSSONIANO (155 PONTOS)
  • Atributos: ST 12 [20], DX 12 [40], IQ 10 [0], HT 12 [20]
  • Vantagens: Visão Aguçada +2 [4], Reflexos em Combate [15], Esquiva Ampliada [15]
  • Desvantagens: Riqueza (Batalhador) [-10], Senso do Dever (para com seus companheiros) [-5], Excesso de Confiança [-5]
  • Línguas: Aquilônio (Falado/Materno) [0], Pícto (Falado/Rudimentar) [0]
  • Perícias: Conhecimento do Terreno - Passos Bossonianos (F) IQ+3 [8], Armeiro/NT3 (M) IQ+2 [8], Camuflagem (F) IQ+3 [8], Caminhada (M) HT+1 [4], Faca (F) DX+1, Espadas Curtas (M) DX+2 [8], Arco (M) DX+3 [12], Furtividade (M) DX+2 [8], Arremesso de Lança (F) DX+1 [2]
TEMPLATE RACIAL: BOSSONIANO (45 PONTOS)
  • Modificadores de Atributos: DX+1 [20], HT+1 [10]
  • Vantagens: Visão Aguçada +2 [4], Reflexos em Combate [15], Esquiva Ampliada [15]
  • Desvantagens: Riqueza (Batalhador) [-10], Senso do Dever (para com seus companheiros) [-5], Excesso de Confiança [-5]
  • Línguas: Aquilônio (Falado/Materno) [0], Picto (Falado/Rudimentar) [1]
-MWXS

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Academia do Protetorado - Introdução

A série de matérias deste arco de aventuras tratará da minha mais recente campanha criada: “Academia do Protetorado”. Com partidas on-line com o objetivo de voltar a rolar dados com alguns grandes amigos de Fortaleza... Depois de uma boa dose de saudosismo lembrando às campanhas e personagens do passado: Tempos onde aprendemos a jogar RPG.

Obviamente, como todo material que disponho aqui, pode servir como fonte de idéias para algum mestre, com seus personagens, lugares e situações. 

Eu gosto muito de mexer com clichês, isso não é novidade para meus jogadores. Os clichês são ótimos para criar o clima adequado que se deseja em determinados momentos... Obviamente, eles devem ser utilizados em situações específicas para causarem o efeito pretendido e é nesta linha onde eu tento mestrar. 

“Academia do Protetorado” tratará de mais um clichê, afinal todos nós estamos calejados de ver histórias do tipo “Escola de Jovens Heróis em Trenamento” em vários tipos de mídia, seja em games, cinema ou HQs. Mas esta campanha também tratará de personagens, não que eles sejam únicos ou inesquecíveis, mas as situações que eles criarão implicarão numa divertida história! 

O enredo da aventura será sobre as aventuras de cadetes recrutas do Protetorado do Reino, o grupo de aventureiros de elite da guarda de Deheon, reino capital do Reinado de Arton. Vindos de diversar partes do continente, os personagens conhecerão outros companheiros, como também vários lugares do mundo (e por que não, de outros mundos?!) e inimigos igualmente marcantes em suas vidas que se tornaram no mínimo conturbadas no momento em que ingressaram pelas portas do forte de treinamento. Como alguns já perceberam, o cenário destes jogos será Tormenta.

Quero dar boas vindas aos jogadores, principalmente ao meu grande irmão de infância CIA, que vai voltar a rolar muitos D6 com este mestre aqui. 

E boa sorte a quem quiser usar qualquer idéia do blog, é com certeza uma honra! 

Que o Panteão os guardem! 

-MWXS

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Crônicas da Era Hiboriana - Prólogo (conto)

Há milênios, quando os homens ainda adoravam o deus Júpiter e todo o panteão que outrora fora dos povos gregos, Roma era o centro do mundo!
Homens valorosos lutavam na arena do Coliseu diante da turba que os assistia, tomada pelo furor da batalha dos gladiadores que enfrentavam bestas de regiões distantes e outros guerreiros de grande habilidade.
As poderosas Legiões viajavam através das fronteiras do império de César, expandindo e afirmando seu domínio. Homens dispostos a dar a vida pela honra romana, ou mercenários adquirindo seu ganha pão através de uma vida de lutas sangrentas.
As Vestais, sacerdotisas que guardavam com sua pureza os segredos, costumes e crenças dos romanos dentro dos templos dedicados a deusa do fogo, Vesta.
Assim era Roma, a cidade-império! Existiam homens livres fazendo comércio entre suas ruas estreitas, nobres em orgias palacianas, políticos envolvidos até o pescoço em intrigas e camponeses trabalhando arduamente como força motriz para sustentar o vasto domínio romano.
Mas não será em nenhum assentamento militar, palácio nobre ou edifícação do prestigiado senado onde nossa história terá início. Mas numa simples taverna daquele tempo. Durante o primeiro encontro, de muitos, entre um grupo de aventureiros e o sábio chamado Alcion dos Tomos Velados. Naquele dia esquecido do tempo, os aventureiros reuniram-se ao velho que os aguardava.
Seu semblante era calmo, seus trajes brancos e leves. Coçou a barba meticulosamente. O aro prateado que adornava sua testa cheia de rugas brilhou com a claridade daquele dia morno. Os poucos cabelos grisalhos que sobreviveram à calvície apontavam a experiência e conhecimento reunidos através dos anos.
"Acredito que sejam vocês os jovens que estavam a minha procura... Bom, podem notar que eu não estou surpreso, muitos me procuram para ouvir minhas histórias e eu lhes contarei com prazer, esmero e honestidade".
O grupo se entreolhou em silêncio, todos estavam atentos às palavras que Alcion proferia com sua voz seca, ritmada e dotada de energia, sobre as lendas há muito esquecidas narradas nas perdidas Crônicas da Nemédia.
"Pois saibam, que entre os anos em que os mares afundaram a Atlântida e os anos em que surgiram os Filhos de Aryas, houve uma era jamais sonhada!" - Seus olhos ficaram cerrados e suas mãos gesticulavam como se estivessem polvilhando areia ao vento.
"Reinos de esplendor se espalharam pelo mundo como estrelas no céu: Nemédia, Ophir, Britúnia, Hiperbórea. Zamora, com suas mulheres de cabelos negros e suas torres assombradas por aranhas. Zíngara e seu cavaleirismo. Koth, que fazia fronteira com as terras pastoris de Shem. Stygia e suas tumbas guardadas pelas trevas, e a Hirkânia, onde os cavaleiros vestiam aço, seda e ouro. No entanto, o reino mais orgulhoso do mundo era a Aquilônia, que imperava suprema nas oníricas terras do ocidente". - O velho parou um instante para tomar fôlego, como se tivesse, num breve instante, sido transportado para aqueles dias antigos. Acalmou-se e ofereceu um sorriso para sua audiência, jovens ávidos para saber sobre o que tinha para lhes contar.
"E este sou eu, seu cronista, que lhes falarei sobre aventuras de outrora".
"Permitam-me contar para vocês como foi aquela era de grandes aventuras..."
-BLODIA
(apresentando livremente às "Crônicas da Nemédia", de Robert Ervin Howard)


Fonte da imagem: Dark Horse

domingo, 12 de abril de 2009

Wizards of the Coast suspende venda de PDFs

A Wizards of the Coast, empresa dona do primeiro e mais jogado jogo de RPG do mundo, recentemente suspendeu a venda de seus produtos em formato digital.

A razão que tería levado a empresa a tomar esta medida, oficialmente, seria para tentar driblar a pirataria, mas também circulam boatos de que a empresa estaría pretendendo concentrar seus produtos numa loja virtual própria.

A repercussão no mercado foi polêmica, várias lojas virtuais e editoras se manifestaram contra a ação da Wizards. A White Wolf, detentora do selo Mundo das Trevas, disponibilizou seu jogo Exalted 2nd Edition para download grátis. Outras como a Paizo (Pathfinder) e Green Ronin (True D20) reduziram os preços de seus PDFs.

As lojas especializadas, por outro lado, ficaram decepcionadas ao se deparar com estas atitudes das editoras, uma vez que os livros impressos não sofreram qualquer redução de preços, dificultando a competição com produtos digitais.

A Wizards of the Coast tem tornado sua política atual um mar de discussões dentro do universo RPGista. Este ocorrído, em conjunto com a confusão gerada pela nova OGL, faz este blogueiro pensar que uma nova estrutura no mercado de jogos de RPG está por vir.

Só espero que o resultado disto tudo sejam positivos, para quem faz e para quem joga!

-MWXS