quarta-feira, 22 de julho de 2026

Diários de Campanha: Castelo Meridiano #9

OS REGISTROS ANTIGOS (PARTE 5)
Partida jogada em 17/07/2026

PERSONAGENS DOS JOGADORES PARTICIPANTES

  • Ayla Elkalyn (Gabriel F): guerreira (NV 1)/maga (NV 1), elfa, neutra
  • Khanligari (Glauber L): mago (NV 1), humano, neutro
  • Varis Fairem (Michael S): guerreiro (NV 1)/mago (NV 1), elfo, neutro

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DIA 17 DO SÉTIMO MÊS, INVERNO DE 1026, VILA MARÍLIA

É uma semana agitada para o povo de Vila Marília, a guarda tem se armado e as pessoas dizem que um confronto direto com os Zelotas acampados na região está próximo de acontecer. Acredita-se que o desaparecimento de um dos conselheiros da vila tenha sido a gota d’água para os líderes locais, que há meses lidam com os inconvenientes e as dificuldades geradas pela presença do destacamento de cavaleiros na Fazenda Erinara, principal fornecedor de madeira da comunidade.

Reunidos numa mesa da Taverna do Atoleiro, Ayla Elkalyn, Khanligari e Varis Fairem conversavam sobre os últimos acontecimentos e os próximos passos a dar. Ayla conseguiu patrocínio do mago Ekaim Mulhorande para encomendar armas de prata com o objetivo de retornar ao covil do diabrete e dos licantropos que descobriram na semana anterior, do qual ela e Varis escaparam vivos por sorte. Para assim, recuperar o grimório roubado do magista.

Porém, sem grandes poderes mágicos à disposição, enquanto as armas não estivessem prontas eles precisariam de outra maneira para conseguir algum ouro. Como os aventureiros ainda podiam contar com o patrocínio do mago Fineas Molei, do Castelo Meridiano, para explorar a Mata Sem Sol, no interior do Bosque d’Aqui, à procura das câmaras abaixo das ruínas dos velhos campanários espalhados pela região. Fineas deseja recuperar documentos antigos esquecidos nesses lugares, contendo informações sobre o passado e os segredos ocultos sob o Castelo Meridiano.

Preparando-se, Khanligari contratou um guia para conduzi-los e gastou algumas peças de ouro para espalhar a notícia de que estava procurando um mercenário que se juntasse ao grupo.

Devidamente equipados, os aventureiros partiram para as planícies ao norte. Sem imprevistos na viagem, Khanligari resolveu cartografar o caminho, prevendo mais incursões pela região no futuro. 

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DIA 18 DO SÉTIMO MÊS, INVERNO DE 1026, MATA SEM SOL, BOSQUE D’AQUI

Ao final do primeiro dia da viagem pro norte de Vila Marília, avistaram os Montes Nebulosos adiante, então tomaram o caminho para o oeste, entrando no Bosque d’Aqui, alcançando a Mata Sem Sol no final daquela manhã. O verde esmeralda da floresta ficou para trás e os aventureiros se viram cercados por um ambiente soturno, quando as copas das árvores fechavam-se sobre suas cabeças, impedindo a passagem da luz do sol, e a vegetação estava coberta por um mofo branco amarelado.

A Mata Sem Sol parecia estar presa num estase entre a vida e a morte, paralisada no tempo, sem luz ou qualquer brisa que lhes indicasse vida sob o pó branco que lhes cobria troncos e folhas. Sem a visão adaptada dos elfos, a partir daquele ponto, Khanligari e o guia da comitiva precisaram do auxílio de tochas para enxergar o caminho.

Sua primeira parada aconteceu numa grande clareira onde encontraram as ruínas do que fora um pequeno enclave comercial, então tomado pela vegetação selvagem, ainda que restassem os escombros de uma praça, algumas lojas ao seu redor e uma fonte, agora seca, no centro. Os aventureiros investigaram os entornos com precaução, encontraram uma velha trilha de bandidos seguindo para o sul e então voltaram-se às velhas estruturas, não achando nada de interesse.

Voltando sua atenção ao caminho apontando para o sul, procurando rastros de que tivesse sido utilizado recentemente, Khanligari e Ayla acabaram tendo o vislumbre feérico de um corcel branco, brilhante e distante no interior da mata, com um único corno cintilante em sua  testa. Um unicórnio que desapareceu tão repentinamente quanto surgiu. O grupo que lembrou que há meses corria o rumor do avistamento da criatura na floresta e que Ekaim ofereceu uma recompensa sobre sua captura.

Avançando na trilha sul, a mata se fechou novamente entre as trevas e a luz tremeluzente das tochas, cercando os aventureiros com a palidez fantasmagórica que o mofo atribuía à floresta.

Adiante, chegaram numa outra clareira enorme, revelando em seu centro as ruínas de uma velha torre. Averiguando seu interior, Ayla encontrou o grande sino de bronze esquecido entre os escombros de pedra e madeira, algumas inscrições gravadas que ainda resistiam ao tempo revelaram que o velho campanário era dedicado a Silvanus, deusa das florestas e da natureza.

Investigando o exterior da torre, Khanligari encontrou a carcaça dilacerada de um cervo, descartado numa alcova feita na base da estrutura. Ossos de outros animais encontrados ali apontavam que era o local onde alguma criatura costumava se alimentar.

Alertando os demais, Khanligari se reuniu à Ayla, procurando alguma entrada subterrânea. Acharam uma passagem estreita entre as pedras desmoronadas, que escondiam um lance de escadas para uma câmara inferior. Entulhos de armários e cerâmicas quebrados acusaram que o lugar já havia sido saqueado. Khanligari buscou encontrar alguma outra passagem e Ayla, insistindo entre os entulhos, acabou encontrando um velho tomo, soterrado debaixo da poeira.

Não encontrando nada mais que lhes atiçasse interesse, Varis questionou se aquelas ruínas não seriam o primeiro campanário encontrado pelo grupo, no ano anterior. Sendo este o caso, teriam que procurar pela segunda torre que havia na Mata Sem Sol.

Assim, subiram a escadaria de volta à superfície, para continuar sua exploração.

CONTINUA...

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DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS DE EXPERIÊNCIA

  • Encontros: 125 xp
  • Sessão de jogo: 125 xp
  • Total: 250 xp (83 xp para cada)

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Armas & Expedições #4

Saudações joviais, 3d6 leitores!

O coletivo APAzine publicou mais um número do fanzine Armas & Expedições, dedicado ao RPG vintage e compatível com o jogo D20age RPG e os demais jogos sob o guarda chuva do movimento Old Schhol Revival (OSR) retrocompatíveis com o Jogo Clássico de Fantasia Medieval com Masmorras e Dragões.

Colaborei com uma ilustração interna presente na edição (a arte da capa é do Daniel Nilo), que trás ideias e discussões interessantes para quem gosta não apenas de jogar RPG inspirado pela velha guarda, mas também para quem gosta de pensar sobre a história e a jogabilidade do jogo!

Coisa boa para os véio paia* que nem nóis!

Para baixar o número 4 de Armas & Expedições, basta seguir este link AQUI, o download está disponível gratuitamente na página do coletivo APAzine no Itch.io.

Boa leitura, bons dados, e Bons Ventos!

MWXS

* PS: "véio paia" não é só idade, mas também é estado de espírito, então você tá incluso nessa! 😉

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Diários de Campanha: Castelo Meridiano #8

O ROUBO DO GRIMÓRIO (PARTE 2)
Partida jogada em 14/07/2026

PERSONAGENS DOS JOGADORES PARTICIPANTES

  • Ayla Elkalyn (Gabriel F): guerreira nível 1/maga nível 1, eladrin, neutra;
  • Varis Fairem (Michael S): guerreiro nível 1/mago nível 1, elfo, neutro.

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DIA 9 DO SÉTIMO MÊS, INVERNO DE 1026, VILA MARÍLIA

Ayla e Varis foram atacados pelas criaturas-rato e o pequeno diabrete que aparentemente as liderava.

Varis lançou um encantamento que fez uma das criaturas exitasse, confusa, acometida pelo sentimento de não combater os invasores.

A segunda criatura-rato avançou sobre os dois aventureiros, saltando sobre Ayla, custando alguns dos anéis de sua cota de malha. Os elfos atacaram o monstro, mas viram seus golpes não causar qualquer efeito sobre a criatura!

Varis sugeriu que ambos fugissem dali, pois estavam em desvantagem. Ao peceber que os dois recuavam para tentar escapar, o diabrete ficou furioso e os atacou! As asas da criaturinha se mostravam velozes, e o rabo terminado numa ponta de lança ferroou Varis, que não conteve o grito de dor ao sentir o ferimento queimar, certamente o ferrão do diabrete era venenoso!

Mas os deuses sorriram para a sorte de Ayla e Varis, sobrevivendo aos ataques dos monstros, empreenderam fuga para fora da câmara e alcançando a saída além do túnel do esgoto!

Viveram para contar essa história no amanhã adiante.

CONTINUA...

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DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS DE EXPERIÊNCIA
  • Encontros: 88 xp;
  • Total: 88 xp (44 xp para cada).
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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Diários de Campanha: Castelo Meridiano #7

O ROUBO DO GRIMÓRIO (PARTE 1)
Partida jogada em 09/07/2026

PERSONAGENS DOS JOGADORES

  • Ayla Elkalyn (Gabriel F): guerreira nível 1/maga nível 1, elfa, neutra;
  • Varis Fairem (Michael S): guerreiro nível 1/mago nível 1, elfo, neutro.

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DIA 9 DO SÉTIMO MÊS, INVERNO DE 1026, VILA MARÍLIA

Era um dia de inverno onde o céu estava limpo, o sol emanava um calor morno e confortável sobre Vila Marília. Reunidos na Taverna do Atoleiro, os sidarim Ayla Elkalyn e Varis Fairem conversaram sobre o roubo do livro de feitiços do mago Ekaim Mulhorande. Ambos poderiam propor a recuperação do tomo em troca de alguma recompensa. Visitando Ekaim em sua torre, o mago os recebeu friamente, mas aceitou que os aventureiros averiguassem o porão, de onde os ladrões conseguiram escapar.

Através da claraboia localizada no porão da torre, a dupla encontrou pistas: algumas gotas de sangue e pelagem. Intrigados pelo fato de que provavelmente não estavam procurando por humanos, seguiram os rastros até uma passagem escavada na base da paliçada da vila, então foram investigar um pequeno monte nas proximidades, onde encontraram uma construção de pedra que concluíram ser um antigo escoamento de dejetos da vila.

Cautelosos, investigaram o túnel que os levou até uma câmara cheia de detritos, escombros e entulhos, certamente utilizada como refúgio de alguma criatura. No centro da câmara, um fosso circular por onde escoava a água suja e lodosa. Apesar do cuidado, os aventureiros foram surpreendidos por uma criatura escondida entre os entulhos. A criatura não era o que esperavam encontrar, pequena e monstruosa, de pele escura como ébano e movimento ardiloso… Sua testa possuia pequenos chifres, suas costas ostentavam asas de morcego e um rabo serpenteante terminando numa ponta de lança. A criatura se empoleirou num canto.

— Este não é um lugar para elfos, vão embora e cuidem de seus próprios assuntos! — A criatura demandou.

Ayla e Varis sussurravam entre si, refletindo em como proceder. Então o pequeno diabrete assobiou e em resposta, ginchos vieram de dentro do fosso… De onde vieram duas criaturas atarracadas, peludas, de membros finos, olhos de um brilho sinistro e dentes superiores salientes, como grandes roedores.

Os aventureiros recuaram, enquanto Varis preparava um feitiço, as criaturas avançaram contra eles!

CONTINUA...

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PONTOS DE EXPERIÊNCIA DISTRIBUIDOS

  • Exploração: 30 xp;
  • Total: 30 xp (15 para cada);
MWXS
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