Saudações joviais, 3d6 leitores!
Estas últimas semanas marcaram algo interessante: voltei a me interessar por séries tokusatsu. Digo, não vou dizer que esse tipo de show saiu totalmente do meu radar por estes anos, sempre guardei um interesse e certo carinho pelos programas, mas infelizmente a sensação de que o público brasileiro estava condenado à nostalgia em relação ao que foi exibido durante os anos 80 e 90 afastou meu interesse com o passar dos anos.
Eu gostaria de ver as novidades! No entanto, sempre que esbarrava com produções mais recentes, parecia algo requentado, já com alguns anos de atraso em relação ao que estava sendo exibido no Japão.
Foi aí que Gavan Infinity entrou no meu radar: a Sato Company, através de seu canal no Youtube dedicado às produções do gênero, começou a exibir Gavan Infinity e Kamen Rider Zeztz em simulcast! Devo dizer que poder assistir as produções quentinhas, saindo do forno, renovou meu interesse pelo gênero!
GAVAN INFINITY: EPISÓDIO 11
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| Imagem: TokuSato |
O episódio 11 não perdeu esse ritmo, os personagens e atores seguem entregando carisma!
Outra coisa legal que eu estou gostando é sobre como o multiverso está sendo mostrado na série: parece que o Infinity está interagindo com outros gavan que bem poderiam ter suas próprias séries de TV! No episódio 11 especificamente, o Infinity parece que invadiu o episódio final de Gavan Raya, com direito de vermos vislumbres de seu próprio combate final da pedreira da Toei! Hahaha! Gostei demais!
Infelizmente, os efeitos em computação gráfica permanecem como o ponto fraco do show e, devo dizer, o designer dos robôs parece ter saído da produção dos filmes de Transformers do Michael Bay! Não dá para entender nada e tudo é bem esquecível!
Neste ponto a série alcançou algo que vinha me incomodando mas somente agora conseguiu fazser com que de fato eu manifestasse minha opinião a respeito: geralmente as produções japonesas costumam retratar pessoas queer de maneira questionável. Até então a série tinha inserido personagens com essas características de forma "discreta" (para os padrões japoneses), mas como de costume, esdrúxula. O epísódio 11, no entanto, traz não essa caricatura, mas também certa vilanização desse tipo de personagem!
Gente! 2026! Não rola mais essas paradas, né?
Algumas pessoas podem apontar que esse tipo de retrato seja uma caractetística da cultura japonesa, MAS este bode que lhes escreve há muito tempo acha que o ocidente está mais do que atrasado em problematizar estas questões "pacificadas" na cultura pop japonesa. O mundo é globalizado, não dá mais para as produções nipônicas usarem essa desculpa esfarrapada, como se não estivessem inseridas num contexto cultural muito maior.
No mais, tirando os cascudos, devo dizer que a cena final desse episódio me tirou uma boa gargalhada! No final das contas o tom pueril do show, junto do formato episódico, são parte do que me atraiu novamente para o tokusatsu atual! Um ótimo passatempo para uma manhã de domingo!
Sigo assistindo!
PS: devo dizer que tokusatsu sempre foi um gênero que me cativou sobre a ideia de jogar RPG usando suas idiossincrasias num cenário de campanha!
MWXS
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