quarta-feira, 25 de março de 2009

Não Conhecemos a Tormenta por Querer! 2 - Prólogo


LUZ E ESCURIDÃO: O GAROTO PERDIDO

Eis que já faziam vários anos que Ricardo “Shiryu” encontrava-se naquelas terras distantes... Mais distantes do que você, leitor, ou eu que narro esta historia poderemos conceber. Porque a paragem desértica vislumbrada pelo jovem moreno de armadura esmeralda não era nenhuma desolação conhecida na Terra.

Aquele era o grande e vasto Deserto da Perdição, ao norte do Rio dos Deuses e além das planícies da Grande Savana. E aquele mundo não era o nosso... Seus peculiares nativos o chamavam de Arton.

Usando um pano leve de algodão branco para proteger o rosto, Shiryu vislumbrava aquela desolação mais uma vez. Lembrou de quando chegou ao Deserto... Não estava sozinho como agora, e sim em companhia de cinco grandes amigos.

E naquelas terras áridas e amaldiçoadas os perdeu para a morte. “Leen os levou”, segundo o relato dos nômades do deserto que lhes falaram sobre a divindade da morte, e tantas outras que somavam em número de vinte deuses, chamados coletivamente de Panteão.

Shiryu ajoelhou-se e apanhou uma porção de areia entre os dedos, as lembranças o fizeram viajar para longe no tempo e pareceu que havia saído com seus amigos para o cinema no dia anterior... Quando subitamente por uma bizarra tempestade de areia em meio às ruas de São Paulo, foram parar naquele mundo de magia. Por um breve instante sorriu, algo que não costuma fazer. Não mais. Então apertou a areia entre os dedos forçando-a a escorrer rapidamente até que não restasse mais nada para exercer força e seu punho começar a tremer com o esforço.

Vingança. Foi somente o que lhe restou. Voltar para casa não tinha mais importância e os culpados pela morte de seus amigos iriam pagar por seus atos. A maldita Tribo do Sol, nômades servos de Azgher, o deus sol.

Com a ajuda Jozar, um sacerdote da Tribo da Escuridão, guiados pela deusa das trevas Tenebra, iria destruir as pessoas culpadas por sua angústia e amargura. Não importando que magia, espada ou deuses estivessem velando os assassinos!

RICARDO “SHIRYU”

Ricardo era um jovem morador da cidade de São Paulo, e foi quando saía com um grupo de amigos para o cinema que a sua vida virou do avesso.
Repentinamente a cidade foi tomada por uma tempestade de areia! Ninguém sabe de onde ela havia saído, ou que correntes teria se originado, mas o fato é que sumiu tão rapidamente quanto surpreendeu todos.
Ricardo e seus companheiros foram parar em Arton, carregados magicamente por uma tempestade mística comum no chamado Deserto da Perdição, um grandioso tapete ondulante repleto de dunas, céu azul como um mar no firmamento e sol escaldante. Aquela era uma terra mágica repleta de deuses e povos míticos, e o mais importante, naquele mundo Shiryu, como era chamado, e seus amigos tinham poderes fantásticos!
Infelizmente, as coisas não foram fáceis para o grupo, e tiveram de tomar parte num conflito entre duas tribos nômades do deserto que os ajudaram a sobreviver naquele território inóspito... Shiryu foi o único que sobrevivera ávido por vingar a morte de seus camaradas e destruir a chamada Tribo do Sol, aceitando aliar-se a Jozar, um sacerdote da deusa das trevas, e a Tribo da Escuridão em troca do poder para dar o troco!
Na verdade, Ricardo apenas é usado como uma marionete de Jozar. E o viajante dimensional apenas está no lado errado da disputa e dando ouvidos as pessoas erradas...

3D&T

Características: F 2 (contusão), H 1, R 2, A 2, PdF 0. 15 PVs, 15 PMs
Vantagens & Desvantagens: Ataque Especial (Força), Energia Extra II, Devoção, Assombrado
Poder de Luta Normal: 41

-MWXS